O que as milenares ruínas de Machu Pichu, o clima policial-suspense de Blow-up e a Los Angeles pós high-tech de blade Runner tem em comum?
Em
Blowup (1966) um fotógrafo descobre uma mancha em uma fotografia, ao ampliar, inumeráveis vezes encontra oculto um cadáver. Em
Blade Runner (1982) o detetive Deckard descobre incongruências ao ampliar digitalmente uma e outra vez uma fotografia familiar de Rachel, sua amada.
Nestes filmes as fotos parecem ocultar algo que só será revelado ao sair da superfície, como se houvessem - e há - inumeráveis imagens minúsculas aguardando ser desentranhadas. Os mergulharmos na versão interativa da foto de Machu Picchu, no Peru, o efeito é o mesmo: a qualquer momento podemos descobrir algo oculto.
A foto foi realizada por Scott Howard e é o resultado do ajuntamento de mais de 400 fotografias em alta resolução, formando uma única imagem de 60.000 x 26.000 pixels, o que resulta numa imagem de 1.560.000.000 pixels, ou para simplificar, 1500 megapixels.

Clique
aqui e brinque com a foto de Machu Pichu. Sim, ela pode ser percorrida através da tecnologia flash. Veja também os detalhes técnicos. Para quem gosta de imagem digital em alta resolução, a técnica utilizada é a mesma que foi usada na foto da “Vita di Cristo” um gigantesco quadro que está pintado na igreja Santa Maria delle Grazie, en Varallo Sesia, Itália. A
foto tem 8,6 gigapixel de definição. 1000 vezes a mais que uma boa camera digital atual. Atualmente, é considerada a imagem digital com maior resolução.
O futuro já chegou.